Vendedor de quinquilharia

Dispense qualquer papo com quem se aproxime para perguntar ou pedir coisas — sobretudo se estiverem em dupla (espertinhos trabalham em equipe: um distrai, o outro subtrai). […] As atrações mais visitadas são o playground natural dos golpistas — deixe para fazer amigos em lugares menos turísticos“.
Ricardo Freire (in: Europa: onde mora o perigo?)

São os vendedores de “gato por lebre”. Tem diversas variações, como os que cobram taxas inexistentes, tenta te extorquir e os que oferecem algo gratuito e depois te cobram.
Ajuda: pessoa te oferece ajuda para qualquer coisa – como tirar foto, informação ou serviço de guia gratuito – e depois cobram os serviços prestados, como tivessem. EVITE: não aceite ajuda ou deixe claro que não vai pagar pelo “serviço”.
CD grátis: músicos te abordar com um CD “gratuito” de suas músicas. Quando você segura o CD, eles cobram pelo produto e podem até alegar roubo. EVITE: coloque o CD no chão e saia de perto.
Esotéricos: começam a falar com você sobre sua áurea, linhas do seu rosto ou qualquer coisa do gênero. Depois, segura sua mão e te entregam algo – na versão que o Daniel Duclos falou foi uma miçanga, na que vivi foi uma oração – e continua falando – pode ser da miséria da comunidade que ele pertence ou do “amuleto” que ele te deu. Por fim te pede uma “ajuda”, mas te extorqui altas quantias. EVITE: diga não e saia de perto.
Flores: um grupo de mulheres e meninas “ciganas” faz como se dessem flores para os turistas, mas na verdade elas agarram suas mãos se “oferecendo” para ler a palma da mão ou algo do tipo. Ou pedem altas quantias após você aceitar a flor. EVITE: diga não e saia de perto.
Golpe da pulseira 1: uma pessoa se apresenta como guia, te oferece instruções e rapidamente amarra uma pulseira em seu pulso com um nó duplo e pede pagamento. Caso se recuse a pagar, a golpista começa a gritar que você está roubando a pulseira ou não quer pagar pelo serviço que já prestou. EVITE: mantenha alerta, se distancie de pessoas que se aproximam muito de você e, principalmente, não deixe que toquem em você, faça um escândalo se for preciso.
Golpe da pulseira 2: muito conhecido na Basílica de Sacré-Cœur, em Paris, mas há em outros lugares. Oferecem uma fitinha “para ajudar a igreja”, mas são bastante agressivos e agem em grupo. EVITE: diga não (no mesmo nível de agressividade) e saia de perto.
Golpe do anel ou aliança: esse golpe tem duas variações. A que tem a finalidade te vender uma quinquilharia começam com uma pessoa “pobre” achando um anel (ou aliança) aparentemente valioso. Pergunta se é seu e depois se você não quer ficar com o anel. A ideia é que o turista compre um “anel valioso” por um “preço barato”, mas obviamente o anel é falso. EVITE: diga não e saia de perto.
Policiais falsos: te acusa de um crime banal ou inexistente e cobra uma multa de alto valor que deve ser paga no ato. EVITE: verifique a identidade do policial e contate a polícia se tiver alguma dúvida.
Pombos: semelhante ao “golpe da pulseira 2” e muito comum na praça do Duomo de Milão. Ao sair do metrô, alguém pega no seu pulso, encheu sua mão de milho para pombos comerem na sua mão e depois te cobra 5 € (valor em 2013). EVITE: diga não (se preciso jogue o milho fora) e saia de perto.
Produtos “originais”: oferta de produtos aparentemente bons e/ou originais (p. ex.: artigos de couro, tapetes autênticos e até joias) por um preço muito menor. EVITE: na dúvida opte por não comprar.

Dicas básicas para evitar golpes e furtos
Golpes de batedor de carteira
Golpes em táxi
Outros golpes e furtos
Bibliografia deste post

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