Maceió: Foz do Rio São Francisco

 

(ou nas dunas com emoção)

Dos passeios que partem de Maceió para o interior de Alagoas, eu queria fazer dois: visitar onde existiu o Quilombo dos Palmares (hoje tem uma reconstituição do quilombo e um vilarejo quilombola) e ir à foz do Rio São Francisco, na divisa de Alagoas e Sergipe. O primeiro pelo visto só indo de carro particular. O segundo só de carro particular ou excursões, pois é melhor agendar tudo com os barqueiros antes. Por isso, eu contratei um tour.

A van me buscaria entre 7h e 7h15 no albergue. Devido o desencontro com o taxista no dia anterior eu resolvi ficar de prontidão no jardim do albergue 10 minutos antes. Comecei a ficar nervosa, pois esse passeio só acontece às 4ª feiras e aos sábados, ou seja, se não fosse sábado não seria mais. Além disso, não tem muito para eu ver na cidade, diferente de Natal que deixei de fazer coisas. Pensei que depender dos outros nem sempre é o meu forte e por isso prefiro os passeios autônomos, que se derem errados a culpa é minha e eu que vou me prejudicar.

A van chegou um pouco depois do tempo e lá fui eu feliz para o passeio. Íamos até a cidade de Piaçabuçu (130 km de Maceió) e o guia avisou que seria 1h30 de viagem. E foi de fato 1h30 ouvindo/vendo a vida e a obra de Daniel. Isso mesmo o cantor “sertanejo”. A enorme televisão que tinha na van estava com esse DVD. Vocês não imaginam minha “alegria”. E ele insistia em cantar músicas famosas na voz de pessoas mais competentes como Elis Regina, Almir Sater, Tim Maia, Milton Nascimento… Isso era para evidenciar o quanto ele não é bom cantor.

O lado bom da viagem é a belíssima vista. Primeiro passamos por infinitas plantações de coqueiros, mas depois varia entre coco, cana, mata e várias lagoas/rios. É um passeio bonito, mas não deu para fotografar por causa da velocidade da van e do insulfilme.

Chegamos a Piaçabuçu e fomos logo para um restaurante na beira do rio São Francisco esperar o barco, que chegou logo. Lembrando que choveu no dia anterior e o tempo estava instável.

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Vista do restaurante para o Rio São Francisco.

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Na vizinhança do restaurante, pai e filho limpam peixes.

Saímos e passamos pela cidade em si e pelo porto com seus armazéns, onde os peixes e camarões recebem o primeiro tratamento.

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A cidade em si.

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Os barcos de pesca de peixe.

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Os barcos de pesca de  crustáceos e ao fundo os armazéns (isso mesmo).

A partir daí foi só paisagem natural, nas duas margens e nas ilhas. Primeiro foi os coqueirais. Depois a vegetação de restinga e mangue. E o Velho Xico, obviamente.

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E eu nem chamei o piloto  do barco.

Por fim, vieram as dunas na foz. O barco não vai até o encontro das águas, acho que por segurança. Nós descemos nas dunas e ficamos lá por cerca de duas horas. Neste tempo você pode caminhar pelas dunas a pé ou de quadriciclo, tomar banho no rio ou na lagoa que tem nas dunas, ir até o mar (é longe) e/ou ver uma feirinha de artesanato – cujas cocadas são famosas.

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No meu caso, primeiro subi a duna, onde o guia deu algumas explicações, mas quando começou aquelas brincadeirinhas de guia turístico, eu fui andar nas dunas e depois pretendia ir a feirinha.

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Coqueiros, lagoa, feirinha na margem da lagoa, rio São Francisco e o Atlântico no horizonte.

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O mar no horizonte.

Estava eu tirando fotos da margem sergipana da foz quando comecei a sentir mais areia bater em mim. Achei que era a minha posição. Depois vi que o vento estava mais forte mesmo e em seguida senti umas gotas, mas não via chuva. Parecia que o vento forte trazia gotas de água do mar. Fui fotografando as pessoas correrem para os barcos e achei meio desespero gratuito até a chuva chegar de verdade com emoção. Fui andando para o barco e vi que o rio estava alagando a lagoa. Os feirantes começaram a guardar tudo. E o pior tive que atravessar o canal que liga a lagoa e o rio. Tirei o tênis e levantei a calça, mas foi em vão a água batia na batata da perna. O rio batia forte.

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Sergipe visto de Alagoas.

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O vento forte.

6c. IMG_0618 (800x450)Pessoas desesperadas.

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Rio revolto.

6e. IMG_0622 (800x450)Meu barco e, a direita, o canal que tive que atravessar.

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Já no barco, o rio batendo na margem das dunas.

Depois do susto. Seguimos rio acima com vento e o céu mais cinza. Eu voltei pegando sol para secar minha calça. Para terminar o passeio almoçamos no restaurante onde embarcamos como uma comida deliciosa, que estava incluída no valor do passeio.

Observação 1: Os bugreiros de Genipabu sobem as dunas e perguntam “com ou sem emoção?”. Isso significa a velocidade e o nível das manobras que eles fazem. Já ouvi várias pessoas falarem que “com emoção” é inseguro.

Observação 2: Muitos falam que o passeio é para o delta do São Francisco. O povo adora chamar foz de delta (acho que por causa do rio Nilo). Delta é um tipo de foz que forma canais. O que não ocorre com o São Francisco.

Observação 3: depois que falei que não consegui ir a feirinha, uma mulher no barco me ofereceu um pedaço da cocada. Muito boa e diferente da vendida no Rio. Uma pena.

 

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8 ideias sobre “Maceió: Foz do Rio São Francisco

  1. Leila Novaes

    Difícil conhecer o nosso país! mas vale a pena. É muito lindo! Que bom ver pelo menos a sua “sombra”. Vou dar um nome para o seu blog: ” Viagem sem EU”! Quem foi contigo no passeio? duvidou da cocada “delícia”? Até eu queria! Bjs

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    1. N. Autor do post

      Quem foi comigo? Uma cambada de pessoas desconhecidas. Comprei o tour em uma agência.
      Não duvidei da cocada, só não deu para ver a feirinha com a chuva que caiu. Uma pena! Até procurei a cocada em Maceió, mas não encontrei. A maior diferença é que o coco não é ralado e sim em pedaços.

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  2. cintiadesa

    Também gostei desse passeio, que emoção ver o Velho Chico desaguando no mar! Esses tour são complicados… pelo visto não dava muito tempo de ir até o mar, né? Mas imagina se você tivesse tentado chegar no mar… a chuva teria sido ainda mais emocionante rs rs rs

    Acho que deveríamos programar uma viagem até o Quilombo 😀

    Eu, as gatinhas e as pulgas mandamos lembranças… bjos!

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    1. N. Autor do post

      No meu grupo teve um cara que estava próximo ao mar quando a chuva caiu. Ele voltou literalmente correndo, ainda bem que o vento estava a favor. Detalhe: ele estava como um máquina fotográfica profissional e a bolsa estava no barco.
      Tem como alugar um barco e ficar mais tempo, mas precisa ser um grupo porque sai caro. O que eu vi era uns R$ 200 ou mais. Paguei R$ 80 com translado, passeio e almoço. Se fosse um passeio em família dava para fazer isso, mas acho melhor dormir em Piaçabuçu ou Penedo (cidade histórica que fica perto), porque sai às 7h de Maceió, o passeio começou às 10h e só fui almoçar quase 3h da tarde.
      Lembranças para você e para as gatinhas.

      Resposta

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