Maceió: região central

O tempo continuava nublado e fui conhecer a região central da cidade, que se divide em Centro e o bairro de Jaguará, vizinho a Pajuçara. Tinha como referência o Centro do Artesanato e um Museu que fecha nas 2ª feiras, mas fui ver o que mais tinha na região central. Pela primeira vez peguei ônibus na cidade. Os motoristas não são atenciosos como os de Natal, mas não são mal educados como os do Rio, que já vi darem informações erradas conscientemente. Por outro lado, os trajetos não dão tantas voltas como em Natal.

Tentei achar o mercado, mas as pessoas desconhecem sua existência. As ruas não têm identificação e as pessoas não sabem os nomes das ruas. Tinha lido que as ruas mudaram de nome e a população continua a chamar pelo nome antigo, agora sei por que. Não achei o mercado nem nada de interessante. Boa parte do Centro parece um Saara com uma feira livre junto e as ruas não são pedonais. Vi alguns mercados e fui ver se era o que procurava e a maioria eram infoshoppings ou mercado tipo São Brás, um deles tinha uma área que me pareceu uma robauto de celular. Seguindo em direção ao Jaraguá, as ruas ficam mais desertas com muitas lojas fechadas. Um trecho parece que tentam (ou tentaram) “revitalizar”, pois os prédios foram reformados e os postes de luz seguem o padrão antigo, mas o clima não é bom, por tanto não tem foto nenhuma. Essa área é próximo ao porto e a maioria dos prédios que funcionam ali são repartições públicas. Na praia do Jaraguá há uma favela.

Uma coisa que reparei aqui desde que cheguei foi que ninguém me falou para ter cuidado, mas me senti insegura. Acho que o fato de andar algumas quadras desertas para ir comer a noite na praia de Pajuçara contribui para essa sensação. Antes de vir tinha escutado falar que a violência tem crescido em Maceió, mas li no Mochileiros pessoas da cidade dizerem que ainda era uma cidade tranquila. Talvez isso seja só a minha visão de turista e como estou sozinha preciso ser mais prudente. Além disso, tem o fato de turistas serem alvos preferenciais por desconhecerem as “normais” locais.

Fiquei me questionando se tudo isso não era um grande preconceito meu. Provavelmente se um turista for a Campo Grande vai supor ser um lugar perigoso, mas não me sentia insegura lá (apesar de saber que não é o País das Maravilhas). Nesse meu questionamento fiz algumas comparações com Natal e cheguei a conclusão que a capital potiguar tem uma pobreza mais rústica, que ligo com interior com poucos recursos – até comparei com a Região dos Lagos. Já a capital alagoana tem uma pobreza mais decadente, que parece com o subúrbio da Lelpodina.

Depois da furada de conhecer o Centro, voltei para área litorânea. É bem evidente o padrão interior pobre e com construções mais baixas versus o estreito litoral bem verticalizado e elitista. Dessa vez consegui tirar uma foto em Pajuçara.

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Jangadas estacionadas em dia nublado.

IMG_0653 (450x800).

Pajuçara vista de Ponta Verde. Dá para ver a água verde água.

Fiquei bem decepciona com Maceió, parece que eles querem manter os turistas no litoral da cidade ou das cidades em volta. As informações que você acha são basicamente fique na praia urbana ou compre um pacote turístico para conhecer outras praias. Só isso, como se não existisse mais nada interessante para se ver em uma capital de estado.

Obs.: Fez uma semana que estou viajando.

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6 ideias sobre “Maceió: região central

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