Recife: Várzea e a Oficina Brennand

Apesar do tempo bipolar, já cheguei fazendo um passeio que sabia que era difícil, porque ir ao longínquo bairro da Várzea, onde a família Brennand se estabeleceu no meio no mato, não é fácil. Tinha visto uma indicação de como ir de ônibus no Google Maps, mas vi que teria que andar um trecho a pé no meio da mata. Pedi informação na recepção do albergue e me deram outro caminho, que deu parcialmente certo. Agora eu sei que a melhor forma é ir ao campus da UFPE e lá negociar com um táxi para te levar e voltar da Oficina de Cerâmica Francisco Brennand (ou alugar um carro para esse programa). De lá o táxi te deixa no Instituto Ricardo Brennand (são dois primos, ricos e não se falam), onde passa ônibus. Eu peguei os dois táxis na “sorte”. Sendo que a população não conhece a Oficina e o Instituto eles chamam de Castelo ou simplesmente Brennand.

Bem, mas vamos começar do início. Em 2000, eu fui a uma exposição de Francisco Brennand na Casa França-Brasil e detestei o cara. As obras dele se resumiam a formas fálicas e mulheres degoladas. Depois disso, tudo que eu via dele eram formas fálicas e simples ladrilho para casa. Não tinha como eu gostar desse repertório tão vasto.

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Obras que conhecia dele.

Por tanto, pagar tão caro (metrô + 2 ônibus + táxi) para ir a oficina dele e onde estão expostos muitos dos seus trabalhos era uma insanidade. Por outro lado, todo mundo fala muito bem da Oficina e resolvi dar um voto de confiança. O lugar é lindo! Uma antiga olaria, que pertenceu ao pai do Francisco, no meio de uma área florestal e com um belo paisagismo de Burle Marx. O trabalho exposto é muito mais vasto, mas quase tudo com foco sexual.

A Oficina tem quatro jardins (entrada, Templo Central, Praça Burle Marx, e Templo do Sacrifício), um grande pavilhão de exposição das cerâmicas (dividido em Salão das Esculturas e Anfiteatro), duas áreas de exposição de pinturas sobre a sensualidade/sexualidade feminina (Academia e entrada do Auditório), além de espaço para eventos, que estava vazio e uma bonitinha, mas cara, loja-cafeteria-restaurante.

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Entrada da Oficina.

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Templo Central – ovo primordial. A temática nascimento é bem forte esta parte.

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Salão de Esculturas – esculturas e painéis de cerâmica.

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Anfiteatro.

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Praça Burle Marx.

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Templo do Sacrifício.

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Algumas das muitas frases que ele fez mural.

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Os mais diversos empregos do logo da Cerâmica Brennand.

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Imagina se ele se acha…

Continuo não achando fantástico, mas minha visão melhorou muito. Talvez pela versatilidade, talvez por estar mais madura.

Para ir, peguei um táxi na rua, em um lugar que não passa muito táxi livre. Ao chegar perguntei na bilheteria se eles chamavam um táxi quando saísse (são uns 4 km até a povoação mais perto) e eles disseram que sim. Porém, na saída esperei o tal táxi mais de 40 minutos e não apareceu. Por sorte um táxi foi levar um casal lá e eu pude voltar ao bairro, onde fica o Instituto Ricardo Brennand.

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9 ideias sobre “Recife: Várzea e a Oficina Brennand

      1. N. Autor do post

        Do nosso grupo ninguém mais gostou.
        Lembro no final da visita guiada aquele amigo sério da Leana (acho que chamava-se Pedro) debochando que só tinha formas fálicas na exposição.

      1. N. Autor do post

        Tem vários desses nas feirinhas de artesanato. De madeira que não corre o risco de quebrar como o de cerâmica.
        Isso é sério!

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