Ilha de Itamaracá

Fiz mais um daqueles programas que passo mais tempo no transporte do que no lugar visitado. Mas dessa vez eu não sabia que levaria cerca de 3 horas para ir e mais 3 para voltar. Sabia que a Ilha de Itamaracá ficava no litoral norte de Pernambuco, mas levando em consideração que entre Recife e João Pessoa são duas horas de viagem achava que ia ser mais rápido. Tudo bem que troquei de ônibus duas vezes (uma no Cais de Santa Rita, em Recife, outra na cidade histórica de Igarassu) e o trânsito é complicado, ainda mais que tenho que cruzar a Boa Viagem inteira. Aliás, o trânsito e os motoristas/cobradores são parecidos com os do Rio.

No caminho reparei que as casas históricas, do Centro de Igarassu , e as casa rurais tem grades. Não são portas e janelas de grade. Elas são de madeira e colocam grade por fora. A violência aqui deve ser realmente muito bizarra porque nunca vi isso em outro lugar.

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A travessia sobre o Canal de Santa Cruz.

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Na Ilha tinha duas atrações que me interessavam. Comecei pela que achava que me agradaria mais.

O Centro de Mamíferos Aquáticos Ecoparque Peixe-Boi & Cia é um dos órgãos do Instituto Chico Mendes e um centro de referência para tratamento de peixe-boi marinho, mas também abordam outros mamíferos marinhos. É um lugar interessante, mas achei que não vale a viagem tão longa, porque, por exemplo, mal deu para ver os bichanos que estão lá, devido a água suja que eles estavam. E olha que são três tanques, os bichos trocam de tanques a cada três dias e tem sempre um sendo limpo. Acho o trabalho deles lindo e interessante, e só por isso valeu a vista.

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Vista geral a partir do Forte.

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Esqueleto de peixe-boi marinho.

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Esqueleto e modelo do boto cinza marinho.

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Modelo da baleia-minke.

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Peixe-boi fêmea.

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Peixes-boi macho brincando de amontoa.

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Na frente, dois dos tanques dos bichanos e, atrás, os tanques de tratamento.

4. IMG_0994 (800x450) O mangue que passei para chegar ao ecoparque.

Depois fui ao Forte Orange (nome holandês e o mais famoso) ou Forte de Santa Cruz de Itamaracá (nome português e o oficial) e me surpreendi positivamente. Este forte (administrado pelo IPHAN) está muito melhor que o dos Reis Magos. Aqui não tem lojinha, mas tem informação e é gratuito.

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Placas informativas em português e em inglês.

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Sala que expõe o grandioso projeto de reforma do forte.

O forte foi construído em 1631 pelos holandeses e com o fim deste domínio foi abandonado. Até que no século XVIII foi reerguido pelos portugueses. Do forte original só resta vestígios arqueológicos.

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A entrada atual do forte.

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A Praça das Armas (praça central) vista da entrada.

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A Praça das Armas (praça central) vista da igreja.

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O que restou da muralha holandesa e parte do arco superior da porta do forte holandês. IMG_1032 (800x450)

Vista para a Coroa do Avião, uma ilhota muito visitada por banhistas.

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Vista para a praia do Forte.

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Pedras e canhões que atualmente estão jogados fora do lugar.

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Subidas para as ameias.

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Na volta parei na Praça da Boa Viagem, onde tem uma feirinha de comidas e artesanato. Achei as opções de comida bem fraco e acabei comendo em uma sanduicheria, que ia me deixar satisfeita por mais tempo. Os artesanatos era um pouco mais variado que nas outras cidades que já passei, mas nada de especial.

 

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9 ideias sobre “Ilha de Itamaracá

  1. cintia

    Ah! Acho que vc até viu bem o peixe-boi. No museu de Uruguaiana o tanque era beeem menor e a irritação do bicho era visível. Informações em inglês e português é um luxo!!! O tempinho está nublado, hein! E quanto carrapicho…

    Resposta
    1. N. Autor do post

      Você esteve em Uruguaiana? Não sabia!
      Em Itamaracá é um centro de referência. Não tinha como ser uma banheirinha.
      Em Rio Grande, eles devem improvisar para salvar o bicho.

      Sobre as informações bilíngue, se pretendemos atrair turistas internacionais precisamos de informações trilíngue (veja o próximo post).
      Agora está sol.
      Eu só lembrei da banda carrapicho, mas eles são do norte. rs.

      Resposta
      1. N. Autor do post

        Bem… Uruguaiana não é na serra gaúcha é nos pampas (região de campo), mas compreendi.
        Dormideira me lembra Campo Grande e nunca mais vi. 😦

    1. N. Autor do post

      Não, é a realidade. É algo como ir a Petrópolis com trânsito: 1h para sair do Rio e 1h30 de viagem. Imagina se você estiver hospedada em Ipanema, dá mais de 1h até a entrada da BR-040.

      Resposta

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