Olinda – parte 1

Olinda é…
… linda.
… importante.
… decepcionante.

Sim! Me decepcionai porque espera um centro histórico mais colonial e bem preservado. Esperava algo mais parecido com Tiradentes, mas o sudeste é a região mais rica do país e o nordeste a mais pobre. Não tem como comparar…

Olinda é uma cidade grande com um centro histórico parcialmente preservado. Há alguns prédios que não são coloniais ou imperiais – vi até uma casa modernista, que atualmente não deixa de ser histórica, mas prefiro deixar isso para Brasília. O casario colonial/imperial está mal preservado, muitos têm intervenções contemporâneas como grades externas (quase um padrão), cores exóticas, além de ruas com muita fiação, as casas estão com propaganda eleitoral, pichações por todos os lados… Tem placas falando que o acesso de carros é restrito no centro histórico, mas não vi barreiras ou fiscalização e acho que em todas as ruas tinham carros estacionados. Isso porque elas são estreitas. 1a. IMG_1141 (800x450) Grades, fiações e carros estacionados. 1b. IMG_1101 (800x450) Pichações, grafites. Repare, na direita, que a janela foi reduzida ou era uma porta.   1c. IMG_1102 (450x800)

Um dos dois sobrados moriscos da cidade está completamente abandonado.

 

Passada decepção inicial, fui aproveitar o que Olinda podia me oferecer. A cidade é bonita e é importante ter um sítio histórico preservado no Nordeste.

Para começar tinha lido que era melhor contratar um guia porque faltava informação. Isso me deixou irritada porque a negligência com a informação é para nos obrigar a contratar um guia, ao invés de ser uma opção. Para minha felicidade essa informação não é real (ou é antiga), pois a cidade está muito bem sinalizada. Tem placas de rota de pedestre, as ruas tem placas (ou melhor azulejos), os prédios históricos tem placas informativas bilíngue e vi dois grandes mapas da cidade.

2a. IMG_1103 (800x450) A placa explicativa bilíngue do sobrado morisco abandonado (acima). Nunca tinha escutado falar neste estilo como mourisco. Para mim sempre foi colonial, mas faz sentido. 2b. IMG_1159 (800x450) Azulejos modernos com nome das ruas foi patrocinado (esses pela Texaco e Brahma). 2c. IMG_1142 (450x800) Rota de pedestre é placa de direção trilíngue (português, espanhol e inglês). 2d. IMG_1143 (800x450) Mapa com informações trilingue e em braile. Pelo que entendi o casario foi alterado do estilo colonial para “estilo imperial” (em geral o art nouveau). E posteriormente teve novas ondas de modificações. 3a. IMG_1109 (800x450) Mercado da Ribeira é um dos poucos prédios realmente colônias. Este mercado era um hortifruti colonial e no pátio eram vendidos os escravos. 3b. IMG_1165 (800x450) Casa em estilo art nouveu (séculos XIX-XX) e art deco (décadas 1920-30). 3c. IMG_1167 (800x450) Casa moderna. 3d. IMG_1116 (450x800) Nem os passos se livraram da reforma estilística e perderam o ar colonial.

O belo casario: 4a. IMG_1069 Rua do Bonfim. 4b. IMG_1106

4b. IMG_1107 Rua Bernardo Vieira de Melo. 4c. IMG_1136 Rua São Bento. Na esquina, um prédio colonial. 4c. IMG_1137 Prédio de azulejo é a residência do Consulado da Suíça. 4d. IMG_1138 Rua São Bento. A redondeza da Igreja de São Bento é a parte onde achei o casario mais bem preservado. 4e. IMG_1153 Praça da Prefeitura. 4f. IMG_1156 Praça de São Pedro. 4g. IMG_1169 Na Rua São Francisco, mais um dos poucos prédios com azulejos.

 

A cidade tem uma vista linda não apenas da Igreja da Sé (a vista mais tradicional), mas de diversos pontos e estabelecimentos da cidade. 5a. IMG_1076 (800x450) Vista da Igreja da Sé. 5b. IMG_1083 (800x450) Vista da lojinha de artesanato na Sé. 5c. IMG_1105 (450x800)

Vista da Rua Bernardo Vieira de Melo. 5c. IMG_1132 (800x450) Vista do Museu do Mamulengo. 5d. IMG_1173 (800x450) Em frente ao Convento de São Francisco de Olinda. 5e. IMG_1202 (800x450) Do Convento de São Francisco de Olinda. 5g. IMG_1092 (450x800)

Rua Saldanha Marinho. 5f. IMG_1110 (450x800) 

 

 

Continua em Olinda – Parte 2.

Anúncios

6 ideias sobre “Olinda – parte 1

  1. cintiadesa

    Geeeente! Aquele prédio mourisco tem o balcão fofo que eu amei em Cusco, lembra? Muito contrasenso ter uma placa do Iphan, super bacana, em dois idiomas, pregada na parede toda pichada… cuidam, pero no mucho… placa trilíngue e com braile?!!! high tec!

    Adoro esses prédios coloniais com azulejos 🙂

    Os prédios que se vêem ao fundo da vista da igreja da Sé são de Olinda ou Recife?

    Gostei da última foto, tem a diversidade da cidade 🙂

    Resposta
    1. N. Autor do post

      Acho que esse balcão é de origem moura e por isso presente na arquitetura antiga portuguesa e espanhola. Também me lembrou Cusco. Acho que o IPHAN vai te falar que ele deve informar, mas preservar é obrigação do proprietário. Apesar de ter escutado falar que cidades tombadas ganham alguma ajuda financeira do governo, mas não sei como se usa esse recurso.
      Prédios coloniais com azulejos = Maranhão. Ai é outra viagem. Acho que fotografei todos que vi em Olinda. 😛
      Todos os prédios altos que aparecem nas fotos são de Recife. Na foto da Sé os telhados dos prédios baixos são de Olinda.

      Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s