Recife: Zona Norte e Casa de Cultura

A Zona Norte de Recife era agrícola até meados no século XX. Na segunda metade deste século, vários engenhos foram loteados e surgiram condomínios de casa ou prédios, muitos preservam o antigo casarão rural, por ser tombado.

A Várzea também faz parte da zona norte, mas ainda é uma região mais rural, assim como os bairros Dois Irmãos (onde fica o Jardim Botânico e a Universidade Rural) e Apipucos. Foi neste último bairro que eu fui ver a Fundação Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre, onde este grande intelectual brasileiro viveu por quase 50 anos. A casa está como ele deixou ao morrer e a visita é guiada. Durante o percurso os guias falam sobre a vida, a obra e algumas curiosidades de Freyre. Apenas o jardim pode ser fotografado.

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A entrada da propriedade.

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Fachada principal.

Ao lado da Fundação está a praça de Apipuco e o que restou de um povoamento do século XIX.

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Depois deste bairro, meu objetivo era ir aos bairros de Casa Forte e Poço da Panela, onde tem alguns casarões preservados no inicio do século XX. Segui pelas ruas principais e no caminho passei pelo Museu Homem do Nordeste, que pelo nome parece bem legal, mas estava fechado. Cheguei a Praça de Casa Forte, também chamada de Praça da Vitória Régia, devido ao lago com esta planta. Nesta praça foi onde reparei a mesma sinalização bilíngue que há em Olinda e depois vi que está por toda cidade de Recife.

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Casario antigo de Casa Forte.

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A Praça de Casa Forte.

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Informações turísticas bilíngue e mapa bilíngue.

Entrando no bairro de Poço vi algumas belas e luxuosas casas históricas, que ainda exercem está função.

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IMG_1322 (800x450)Mansões históricas em Poço da Panela.

Depois fui para o centro e no caminho passei por bairros bonitos como Jaqueira e Graça. Com certeza a zona Norte é a parte mais elitizada e bonita da cidade. No centro meu objetivo era ir à Casa de Cultura, antigo presídio que atualmente funciona como shopping de artesanato. Depois de Montevidéu e Natal que visitei lugares com a mesma proposta e que foram muito descaracterizados não sabia mais o que esperar deste. Porém para minha surpresa o prédio está preservado como era na sua época de penitenciária. Cada cela é uma loja – até vi loja que era duas celas, mas a entrada foi mantida como duas celas e fizeram uma conexão dentro. Muito interessante ver essa estrutura, apesar de pensar que compras não se relaciona em nada como os sofrimentos de um presídio, mas fica o dilema do que fazer com esses prédios quando são desativados?

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Uma das portas de entrada do prédio.

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 Longo corredor com as celas-lojas. 

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Cela 113 da ala oeste do prédio, que em tem formato de cruz e, por tanto, 4 alas, uma para cada ponto cardial.

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Cela que mantem preservada como era nos tempos de presídio.

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Área central entre as quatro alas do presídio.

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Escada anti fuga, quer dizer não tem isso escrito, mas é muito difícil você subir e descer rapidamente essas escadas.

 

 

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2 ideias sobre “Recife: Zona Norte e Casa de Cultura

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