João Pessoa: litoral

Tirei o dia para andar pelos bairros litorâneos mais famosos da cidade, que são, em ordem, Manaíra, Tambaú e Cabo Branco. Estou em Manaíra, bairro elitizado com pouco comércio e praia estreita. Na orla a maioria das construções são casas, mas entrando uma ou duas quadras tem prédios mais altos, as vezes, bem altos. A noite as pessoas ficam caminhando na calçada da praia.

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Praia de Manaíra.

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Vista da praia para dentro do bairro.

A ponta onde está o caro Hotel Tambaú divide os bairros de Manaíra e Tambaú. Nesta área tem a Feirinha de Artesanato de Tambaú e o Mercado de Artesanato Paraibano, mas já não aguento mais feirinha de artesanato mais do mesmo. Em João Pessoa tem um foco grande em artigos de algodão. Ali também tem um mercadão de hortifrutis e uma feira de pescados.

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Os barcos pesqueiros na praia de Manaíra, quase Tambaú.

Tambaú tem uma praia que me parece melhor para quem gosta, pois tem uma faixa de areia larga e tem quiosques. Pelo que escutei falar a noite a praia também é movimentada, mas não fui para comprovar.

Tinha lido que a há uma legislação na cidade que proibi prédios de mais de 4 andares na orla para melhor ventilar a cidade e não sombrear a praia. Tenho minhas dúvidas se isso permanece, pois vi alguns prédios de 6 andares sendo construídos em Tambaú, que é o bairro mais verticalizado da orla. Acho que este deve ser o melhor bairro para se hospedar por ter mais opções de alimentação e ser mais perto do Centro.

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Praia de Tambaú com vista para a falésia de Cabo Branco.

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A avenida Epitácio Pessoa, que tem vários prédios altos divide os bairros de Tambaú e Cabo Branco e liga a orla ao Centro.

Como uma continuação de Tambaú, Cabo Branco começa semelhante a anterior, mas depois vai se transformando e ficando tipo a praia de Manaíra, com mais casas e quase nenhum comércio. No final da praia achei a menos movimentada de todas, quando começa a ter uma área verde fechada na segunda quadra, pouco antes de seu fim na subida da falésia de Cabo Branco.

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O início de Cabo Branco.

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O final de Cabo Branco.

Em cima da falésia há duas atrações interessantes que são: a Estação Cabo Branco de Ciência, Cultura e Artes e o Farol do Cabo Branco.

A Estação é um centro cultural projetado por Niemeyer, cujo prédio principal tem dois andares e um mirante no topo, além de um pequeno anfiteatro e prédio com auditório e salas para eventos no jardim. Neste último prédio eu não entrei, mas no principal tinha duas exposições de arte e uma de física/robótica no primeiro andar e mais duas exposições de arte no 2º andar, inclusive uma ótima de xilogravuras do Rubem Grilo.

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Prédio principal.

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Vista geral da Estação a partir do prédio principal.

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O auditório com representação de uma xilogravura e prédio principal ao fundo.

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Vista da orla a partir do prédio principal.

Atrás da Estação fica o farol mais a leste da América, isso porque a Ponta do Seixas – uma prainha que tem embaixo da falésia de Cabo Branco e não muito fácil de ir sem carro – é a parte de terra mais a leste do Brasil e da América.

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O farol em forma que lembra a planta do sisal.

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A praia da Ponta do Seixas, vista da falésia de Cabo Branco.

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O marco da parte mais a leste da América.

Fui a pé até lá em cima e desci a falésia de ônibus. Depois segui a pé pela orla que tem duas curiosidades. A primeira é que tem muitas vagas para deficiente e idoso na beira do calçadão. A segunda é que tem várias caixinhas para você pegar saco de lixo/coco de cachorro, mas só vi uma caixa com sacos disponível, já no fim de Cabo Branco.

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Na volta penei em um sol abrasador. Não tem sombra nenhuma na orla, pois além dos prédios baixos não tem árvores na calçada nem do outro lado da rua. Há apenas coqueiros na areia, que sinceramente não faz sombra quase nenhuma.

Voltei cedo ao albergue porque tinha que organizar minhas coisas e ir ao mercado porque não sou louca de pagar R$5 em uma Ruffles pequena ou R$ 10 em uma sopinha instantânea dentro do avião.

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