City of London

Reino Unido – Dia 2

Depois do café da manhã fui andando para City of London, que é o centro financeiro e onde a cidade de Londres foi fundada pelos romanos. O dia estava muito nublado e ventando muito. Tanto na ida quanto na volta me perdi porque não entendi direito o mapa turístico simplificado e a sinalização da rua, que nem sempre tem placa com o nome da rua.

Placa em um prédio da região de Southwark, mas placa de rua que é bom tem poucas.

Placa em um prédio da região de Southwark, mas placa de rua que é bom tem poucas.

 Cheguei na City pela London Bridge, que na Idade Média era a principal porta de entrada da cidade, e onde se tem uma vista dos altos prédios comerciais. Achava que esses prédios eram mais altos, mas não é nada que não já tenha visto no Rio.

Vista da City of London

Logo após passar na ponte vi o Monumento ao Grande Incêndio de Londres, que destruiu Londres no século XVII.  É só uma torre de mármore, na qual é possível entrar e ir até o topo para ver a cidade do alto, mas para isso precisa pagar £4 e subir mais de 300 degraus de escada. Claro que dispensei essa subida ao topo.

The Monument

Segui para o Leadenhall Market. A primeira foto que vi desse mercado foi em uma matéria sobre onde foi gravado os filmes do Harry Potter em Londres. Ele serviu como a entrada do Beco Diagonal no primeiro filme da série, mas ele é lindíssimo! O prédio construído no final do século XIX realmente parece cenário de filme, mas não há muito para ver além da construção e de uns restaurantes. Uma curiosidade foi ver duas engraxates mulheres. Nunca tinha visto mulher nessa função. Aliás, na City todo mundo anda arrumadíssimo. Quase não vi pessoas que não estavam de roupa social.

Leadenhall Market

 

Leadenhall Market

Logo ao lado do Market está um dos ícones da arquitetura moderna londrina: o feioso, mas interessante prédio da seguradora Lloyds. Ele foi construído no final dos anos de 1980 e tem seus encanamentos do lado de fora. Porém para minha surpresa outros dois novos ícones estão na frente e ao lado desse prédio. O Cheese-grater (Ralador de Queijo) foi inaugurado ano passado e é bonito, mas o Pepino (Gherkin) é a atual vedete arquitetônica de Londres. Este em especial eu achava que era mais alto, mas não é tão alto assim.

Lloyds Building

Cheese Grater

Gheerkin

Depois fui andando em direção a próxima atração a ser visitada. No caminho fui reparando que o centro é cheio de pequenos jardins e pracinhas e acaba não dando a sensação de um monte de concreto junto. Outra coisa que tem aos montes na City é igreja antiga. Como aqui era uma cidade medieval várias igrejas próximas continuam existindo, mesmo que fechada a visitação. Neste percurso também vi o belo prédio do Bank of England.

IMG_4084

IMG_4177

Detalhe do Bank of England

Detalhe do Bank of England

Chegando no Guildhall, prédio que é a sede administrativa da City e ocupa o mesmo local desde a Idade Média. O Grande Salão estava fechado, pois ia ter um evento lá. Antes de entrar na galeria de arte fui na igreja que tem na frente do Guildhall – St Lawrence Jewery – e que tem uma forma interessante de chamar as pessoas.

"Café fresco, banheiro e paz disponível".

“Café fresco, banheiro e paz disponível”.

Ao entrar descobri que teria uma apresentação gratuita de órgão fechando um mês dedicado ao instrumento. Fiquei para escutar. Apesar do sono a apresentação foi linda! Em 2013, na viagem a Tiradentes descobri que amo esse instrumento.

St Lawrence Jewery

Depois sentei do amplo pátio e comi o sanduíche que tinha comprado no mercado. Aliás, desde a frustração do dia anterior fui checando o que não tinha pimenta e foi um sacrifício achar um sanduíche que não tinha pimenta nenhuma. No mercado há uma promoção que é um sanduíche, uma salada de fruta e uma bebida, que podia ser um suco, por £3. O que é algo muito bem barato. Enquanto almoçava vi uma cena engraçadíssima: um mendigo andando glamourosamente com uma taça de vinho na mão. Uma pena não poder fotografar.

A Guildhall Art Galery é pequena, mas interessante. Tem uma exposição sobre o período vitoriano (quase todo o século XIX) e a City. Além disso, na década de 1980 quando estava construindo o prédio da galeria acharam a ruína de um anfiteatro romano. Então, atualmente podemos visitar parte dessa no subsolo do prédio e tem algumas outras peças achadas durante a obra e que pertence a outros períodos históricos. Eu não gosto das projeções que tem lá porque acho desnecessário e destoa do conjunto.

Segundo a legenda isso era usado para limpar os ouvidos e os dentes. Argh!

Segundo a legenda isso era usado para limpar os ouvidos e os dentes. Argh!

Anfiteatro romano

Anfiteatro romano

Depois tentei ver o Museu de Londres, mas já era tarde e não deu tempo, só vi o início. O museu conta a história de Londres e não consegui passar da pré-história da cidade. Sai e o objetivo era ver o Temple Bar, mas resolvi entrar em um jardim que me lembrou uma coisa: o filme Closer. E não é que de fato era o mesmo jardim que aparece no filme! Com direito a tirar foto da placa da Alice é tudo. 😀

Entrada do Museu do Londres.

Entrada do Museu do Londres.

Jardim que aparece no Closer.

Jardim que aparece no Closer.

IMG_4134IMG_4138

No caminho ao Temple Bar ainda passei por um outro jardim lindinho e que há uma competição de jardim. Adorei esses jardinzinhos…

Jardim lindo!!

Jardim lindo!!

Passei pelo Temple Bar, que era uma das portas da cidade de Londres, quando ela era murada, e a Catedral de São Paulo por fora, pois perdi o horário da missa. A igreja tem um jardim, onde vi meu primeiro esquilo. Diga-se de passagem fazendo algo nada nobre.

Temple Bar.

Temple Bar.

Catedral de São Paulo.

Catedral de São Paulo.

Esquilo!

Esquilo!

Por fim fui andando para o hostel passando pela Fleet Street – mas não vi nenhum barbeiro – e correndo atrás de um adaptador de tomada, mas já era tarde e as lojas já estavam fechando. Passei pelo London Eye ao anoitecer e foi lindo!

 

Por do sol na London Eye.

Por do sol na London Eye.

Algumas outras coisas…

– Apesar de limpa a cidade quasenão tem lixeira, mas as que tem são boas (grandes com boca larga).

– Quase não vi cabines de telefone vermelha. Tem umas pretas, umas de vidro e alguns telefones não tem cabine.

– Tem muitas pessoas correndo na rua, mesmo no centro da cidade durante o dia, mas no final do expediente é o ápice dos corredores.

– Não tem como fotografar tudo que é lindo e interessante, na verdade nem ver tudo. Tem muita coisa para fazer, mesmo com tantos dias na cidade.

– Estou apanhando com o meu inglês, mas me virando. O sotaque britânico que muito difícil para mim…

 

Anúncios

2 ideias sobre “City of London

  1. Ci de Sá

    Ah! O sotaque britânico ❤️❤️❤️

    N. Você tem uma memória de elefante!!! Eu já nem lembrava mais da história das plaquinhas no Closer… Sensacional! Na foto da London Bridge tem um prédio engraçado, que parece que saiu de um desenho animado… Vc vai visitar ele também?

    Conseguiu entrar no prédio da Lloyds? Parece ser bem interessante por dentro também. Ele parece que saiu do filme Blade Runner rs rs rs

    Sabia que o pepino pertence ao Grupo Safra agora? Acabei de ler…

    Você diz que o centro não é claustrofóbico, mas pelas fotos parece ser… Parece que é um prédio querendo ser mais poderoso que o outro…

    Adorei a plaquinha cativante da igreja 😀

    Estou precisando de um limpador de ouvidos desse… Como uso fio dental, não teria problemas para usá-lo 😋

    Puxa, N., com um visual desse você resistiu à tentação de ver o pôr do sol na roda gigante?

    😘😘

    Resposta
    1. N. Autor do post

      Mas as plaquinhas do Closer super marcantes!
      Os prédios não dá para entrar, exceto um que parece um controle de videograme, mas eu só consegui agendar a vista gratuita para outro dia. Não sei se é esse que você tava falando. Não sabia essa história do Banco Safra. E o prédio do Lloyd é bem estranho a primeira vista, mas depois me acostumei e gostei! (Nunca vi Blade Runner, vergonhoso eu sei…)
      O Centro tem muitos prédios normais, que não estão nas fotos, e todos eles não são tão altos. As ruas são estreitas, mas as pracinhas ajudam a diminuir a sensação de prisão. Ainda acho a Rio Branco a rua mais claustrofóbica que conheço.
      Depois de andar igual a uma mula todo o dia (esta anoitecendo umas 9h da noite) é fácil deixar qualquer coisa para lá.
      🙂

      Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s