William Morris Gallery

Reino Unido – Dia 14

“De todo, não copie nenhum estilo, mas faça o seu próprio”.

William Morrris

Mais um dia friozinho e para piorar a linha de metrô que uso está fechada e foi uma saga conseguir uma estação aberta até porque as informações não são tão boas para o que dizem do padrão europeu de excelência. Após andar bastante consegui ir para os confins do Juda. Um lugar visivelmente pobre – só como exemplo sabe os sobrados lindos? Então aqui também tem, mas além ser menor e da manutenção se pior, um prédio é dividido para duas famílias. O lugar não tem clima barra pesada, mas por via das dúvidas não fiquei tirando foto. A quantidade de negros e o que pareci ser imigrantes do Leste Europeu é bem grande.

O parquinho perto do albergue estava vazio.

O parquinho perto do albergue estava vazio.

Primeira que vi ao sair da estação de metrô: cartaz do Partido Socialista Trabalhista pela luta em defesa da saúde pública sem corte (de pessoal ou orçamento provavelmente) ou privatização. Qualquer similaridade com o Brasil não é mera coincidência.

Primeira que vi ao sair da estação de metrô: cartaz do Partido Socialista Trabalhista pela luta em defesa da saúde pública sem corte (de pessoal ou orçamento provavelmente) ou privatização. Qualquer similaridade com o Brasil não é mera coincidência.

Sobrado com duas casas cada.

Sobrado com duas casas cada.

Não dá para ver, mas essas casas lindinhas não tem aquela manutenção Lamberth/Chelsea.

Não dá para ver, mas essas casas lindinhas não tem aquela manutenção Lamberth/Chelsea.

O que chamou minha atenção é que todas as casas têm três lixeiras: reciclado, matéria orgânica e demais lixos.

O que chamou minha atenção é que todas as casas têm três lixeiras: reciclado, matéria orgânica e demais lixos.

Após me perder porque as ruas não tem placa com nome (algo comum fora da área super turística), cheguei ao Lloyd Park, onde fica a William Morris Gallery. O prédio de 1750 apesar de parecer grande é até bem pequeno, originalmente era uma casa de dois quartos, que foram subdivido em mais dois.

O belo prédio.

O belo prédio.

Detalhe da entrada.

Detalhe da entrada.

A galeria conta a história do Morris e mostra um pouco do seu trabalho. Assim como fala muito de seus companheiros com Ruskin, Rossetti e Burne-Jones. A história dessa casa e de outras do Morris também é contata para falar do estilo dele. Uma coisa que chamou minha atenção foi que parece que ele foi mais mercadológico do que eu imaginava. Ele quis abrir uma loja na rua mais movimentada de Londres e contratou um publicitário. Na verdade eu achava que vender papel de parede foi a decadência dele, mas parece que esse foi o ganha pão dele a vida toda. Achei que ele tivesse uma fase mais radical. Na verdade ele coincidiu uma ideologia cada vez mais radical com uma vida confortável da classe média londrina. Ainda mais após escolher casar com uma mulher pobre, sem chance de conseguir algum dote. Talvez para época e para o meio social dele ser artista já fosse demais da conta.

Aquarela de 1876.

Aquarela de 1876.

Livro The Nature of Gothic (A natureza do gótico) do Ruskin, que influencio profundamente o Morris. Depois o próprio Morris fez essa edição do livro.

Livro The Nature of Gothic (A natureza do gótico) do Ruskin, que influencio profundamente o Morris. Depois o próprio Morris fez essa edição do livro.

Desenho de Burne-Jones com inspiração romana.

Desenho de Burne-Jones com inspiração romana.

Na esquerda o que era usual quando a Morris & Co foi criada. E na direita a proposta de Morris.

Na esquerda o que era usual quando a Morris & Co foi criada. E na direita a proposta de Morris.

Friso de parede criado em 1868.

Friso de parede criado em 1868.

A galeria também tem uma sala sobre o trabalho na manufatura da Morris & Co com tear manual, o livro de botânica que servia de inspiração para os desenhos e os carimbos usados na criação dos tecidos. Além de um ambiente com catálogos e mostruários da loja.

Tear.

Tear.

Carimbo para tecelagem.

Carimbo para tecelagem.

Rolos de tecido da loja.

Rolos de tecido da loja.

Mostruários.

Mostruários.

No andar superior, tem uma mostra do outro do Morris. Fala sobre sua importância na luta pela preservação do patrimônio histórico. Uma das primeiras do mundo. E como ele era bucólico, também lutou pela preservação de árvores e campos. Na sala sobre a editora que ele criou – Kelmscott Press – tem livro lindíssimos, mas nada práticos.

O gigantesco e extremamente poluído The works of Geffrey Chaucer, de FS Ellis. Publicado em 1896 pela Kelmscott Press.

O gigantesco e extremamente poluído The works of Geffrey Chaucer, de FS Ellis. Publicado em 1896 pela Kelmscott Press.

Note by William Morris on his Aims in Founding the Kelmscott Press, de 1898. Não dá para realmente ler isso.

Note by William Morris on his Aims in Founding the Kelmscott Press, de 1898. Não dá para realmente ler isso.

Saindo da casa fui ver o parque. Logo no inicio tem o William Morris Garden com plantas que o inspiraram. Só então percebi que ele desenha plantas reais. Para mim era como se fosse inspirado em plantas, talvez por causa dos caules curvos. Mas ai vi que ele gostava de flores de caules longos e finos que gera um movimento.

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O parque em si é bem normal, tem jardim com lago, parquinho infantil, campo, pato, esquilo e festinha.

Lago com um guarda corpo lindíssimo.

Lago com um guarda corpo lindíssimo.

Festinha no campo gramado.

Festinha no campo gramado.

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2 ideias sobre “William Morris Gallery

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