Dia 1 – Ida a Bariloche

Confesso que eu estava um pouco nervosa com essa viagem, porque tenho problemas com aeroporto e iria sozinha. Além disso, todo mundo ficou falando “mas você vai viajar sozinha?”. Mas correu tudo bem nesse inicio de viagem.

Quando o táxi chegou ele não sabia como sair do Grajaú, ainda mas que tinha recomendação de evitar a região da Tijuca por causa do fechamento de ruas e das manifestações. Sugeri ir pela linha amarela – valeu pai pela dica! – e foi o que ele fez.

Apesar do pequeno atraso do táxi e do engarrafamento, acabei chegando 15 minutos antes do que eu queria e o check-in ainda estava fechado. Ai fiquei olhando as pessoas e pensei que situação argentina está meio bizarra. O Brasil virou os EUA deles, digo isso porque vi famílias argentinas com a mala lotada, tinha uma que estava até com uma televisão recém comprada. O check-in abriu quando faltava 3 horas para o voo e demorei cerca de 40 minutos para ser atendida.

Sobre o Galeão, o aeroporto está bem modificado e agora as caminhadas para o portão de embarque aumentaram. Para resolver o problema de aumento de demanda por causa da Olimpíadas sem aumentar os agentes da polícia federal, o aeroporto foi informatizado. Agora somos nós mesmos que passamos o cartão de embarque para ter acesso ao raio-x e também o passaporte na migração. Só não sei como faz quem viaja com a identidade. Talvez o agente que fica ali fiscalizando e ajudando as pessoas faça a vistoria. Também colocaram uma tomada para cada cadeira e umas áreas de estar na área do embarque. A parte ruim de viajar nas Olimpíadas é que barraram meu suquinho, coisa que nunca tinha acontecido comigo no Galeão.

O voo  foi tranquilo e gostei do serviço da Aerolíneas, apesar da instabilidade dos voos (da compra ao embarque, eles mudaram o horário de 3 dos meus 4 voos, mas nenhuma foi muito grande). Cheguei em Buenos Aires e foi uma nostalgia só. Essa rápida passagem pela cidade foi a quarta vez que estive lá – duas a passeio, uma noite devido problemas com a Latam e agora de conexão. Precisei mudar de aeroporto (como eu já tinha impresso o voucher foi tranquilo) e no ônibus fiquei tentando reconhecer algo, só reconheci que passei em Palermo. Apesar dos defeitos argentinos, eu gosto de Buenos Aires, foi minha primeira viagem internacional de verdade (descontado os bate e volta em Foz).

Depois tomei um chá de cadeira no Ezeiza das 3h às 8h, mas foi tranquilo apesar de ter tido um pouco de dor de cabeça por não dormir. Aproveitei a espera para trocar uns pesos e adivinha só? Nessa cidade calienteI os terminais do aeroporto não são interligados por dentro do prédio. Ou seja, tive que pegar um friozinho para ir do terminal C ao A para fazer o câmbio e depois voltar.

Buenos Aires, Ezeiza [06.08.16] - 01(3h)A noite entre os terminais

Buenos Aires [06.08.16] - 01Saindo de Buenos Aires. Olha essa neblina bizarra.

E eu comprei a passagem na janela para ver a vista e, no inicio, estava cansada demais para ver qualquer coisa, mas depois me animei. Até porque vi os próprios argentinos empolgados quando começou a aparecer montanhas nevadas. Ai fique pensando que a Patagônia deve ser a Amazônia deles. Aquele lugar que todo mundo fala, mas poucas vão. Até porque é caro.

Buenos Aires a Bariloche, neve [06.08.16] - 07

Buenos Aires a Bariloche, neve [06.08.16] - 03

E ao chegar vi que na cidade quase sempre tem uma vista para um monte nevado.

Bariloche, aeroporto [06.08.16] - 01Vista do aeroporto.

Por falar em aeroporto, cheguei e fique meia hora esperando o ônibus para a cidade, desse tempo passei uns 5 minutos no vento frio e pude testar a roupa. Estava sem a legging segunda pele (o que foi um erro) e óbvio que senti frio nas pernas. O casaco de pluma é quentinho, mas o fator corta vento não é perfeito. No pé estava com a meia que comprei em Montevidéu e a palminha de lã e senti um pouco de frio quando estava parada, mas foi suportável. Ainda estava com a luva de couro que foi suficiente.

Ao chegar na cidade fui para o albergue, depois fui almoçar e ao mercado. Choque total. Os preços de comida tão muito altos. O lanchinho predileto da Cintia (café com leite e duas medialunas) não sai por menos que AR$40, o almoçar não sai  por menos de AR$100 e assim por diante. Até o chá no mercado está mais caro que no Rio.

Agora vou lá tomar banho e ir dormir. Afinal aguentei até às 17h30 para não perder o sono a noite, mas agora não dá mais.

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4 ideias sobre “Dia 1 – Ida a Bariloche

  1. cintiadesa

    Também me bate uma saudade desta cidade querida… Que linda a cordilheira! Bem, com esses preços absurdos, é claro que os argentinos vão comprar tudo por aqui, né? Pelo visto a coisa se inverteu, porque antes eram os brasileiros que faziam a festa nas lojas portenhas 😉 Bjinhos e se divirta-se! Vai dar tudo certo!

    Resposta

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