Ilha do Marajó: ida & Fazenda Bom Jesus

Essa história de acordar de madrugada está me quebrando. Quando voltar do Marajó quero ver se descanso de verdade algum dia.
O barco para o Marajó sai às 6h30 do porto de Belém (o meu saiu 15 minutos atrasado) e ele nada mais é que uma barca tipo os antigos modelo da Rio-Niterói. A viagem é lenta e demorada (deveria ter 3h, mas teve quase 4h), principalmente se você está sozinha e com sono. Várias pessoas deitam nos bancos e dormem, mas eu não me sinto segura para dormir estando com mala. Depois ainda tem um trecho de estrada e uma travessia de balsa até a cidade de Soure, a capital turística da ilha.
Ou seja, cerca de seis horas e vinte minutos depois de sair do albergue em Belém eu cheguei na pousada no  Marajó.
E olha que as informações que eu tinha era que a viagem levava quatro horas. Por tanto, cheguei em Soure cansada e estressada.

Pessoas dormindo na barca, que tem banco acolchoado.

Lá no horizonte dá para vê um resquício de margem do rio, do outro lado a margem estava próxima ao barco.

Logo fui almoçar andando por ruas de chão, cheias de mato, poças de água e animais, além de não ter visto carro, mas várias motos. O restaurante indicado pela pousada é simplíssimo, mas o atendiment0 foi bom. A garçonete se ofereceu para fazer meio prato, já que o padrão é servir duas pessoas. Tive esse mesmo problema no Combu, mas a solução lá foi eu levar o restante da comida para casa (e pagar pela embalagem). Pedi uma variação do filé marajoara, que vinha com presunto. Esse é um prato típico e nada mais é que filé de búfalo com queijo de búfala em cima. A carne estava divina, mas o queijo… tem um gosto forte e não sei se é bom ou ruim. Ele é diferente. Mas pelo menos consegui comer tudo.

Sim isso é uma rua com búfalos pastando.

Nunca tinha visto um urubus tão de perto.

O filé marajoara com presunto.

A tarde eu já tinha reservado o passeio na Fazenda Bom Jesus, que é uma fazenda de criação de búfalos, que tem vários outros animais, com cavalos marajoaras, capivaras, jacaré e aves em abundância. O passeio é uma caminhada pela fazenda para conhecer a fauna local e avistar animais. Depois voltamos a sede da fazenda de barco pelo açude e o passeio termina com um lanche, que tinha um bolo de tapioca delicioso, uma coalhada de búfala com doce de leite de búfala, um bolo com fruta da região, um pão com queijo de búfala e temperos, além de um suco de caja, mas não é o que nós conhecemos no Rio. O suco tava ótimo, mas tanto laticínio me enjoou e não comi nem a metade das coisas.
O passeio foi lindíssimo e esqueci toda a chateação da vinda ao Marajó.

O búfalo adestrado para quem quer montar e dar uma voltinha nele. E no nosso guia.

Os búfalos ficam soltos, como todos os outros animais.

O açude, que seca no verão amazônico.

Ave que esqueci o nome.

Cabrito do vizinho que entraram na fazenda.

Área que alaga conforme as marés, neste caso a maré estava baixa.

MAR-RE-COS
[Fazenda Bom Jesus [24.04.17] – 31]

Os cavalos marajoaras.

As capivaras andando para…

… entrar dentro da água.

Revoada dos guarás.

Garça azul pescando.


Guarás e garças.

Guarás.

Os guarás são originalmente brancos e pretos, mas de tanto comer caranguejo eles ficam rosa choque. Por isso tem uns todo rosa, outros malhados e outros preto.


Lavadeira.

Caminho entre os mangues. O guia e os meus três companheiros de tour.

Mangue.

Iguarapé (essa área com vitória regia) e o mangue no fundo.

Revoada de marrecos.

Jacaré dentro da água. Estava bem longe na verdade.

Búfalos se refrescando porque eles não suam.

Beija flor pousado.

Arara.

O guia explicou que ela não voa alto porque a asa está quebrada. Por isso ela fica parte do tempo solta e parte presa, para não virar comida de gavião, que nos vimos voando e se escondendo um pouco antes de chegar nessa casa onde está a arara.

Pavão.


Ganso.

Volta para sede de barco ao pôr do sol.

Carcará.

Revoada de garças.


Tênis e calça são essenciais neste passeio. Três das cinco pessoas estavam de chinelo, inclusive o guia.

Mesa onde serviram o lanche é de madeira do moedas de um cruzeiro incrustadas.

Uma observação. O passeio precisa ser agendado e no meu caso foi a pousada que fez isso para mim. Por isso acabei fazendo o passeio com o guia da fazenda e achei o passeio muito bom, ao contrario do que eu tinha lido não precisei pagar um guia particular para ser bom.
Há outros dois passeios em Soure. Um passeio por iguarapés, que acho que é parecido com o que fiz em Belém, mas passando por mangues. O outro é em uma fazenda também e me parece turistão, no estilo um resumo do Marajó em apenas duas horas, pois envolve andar no búfalo, passeio de barco, andar em uma praia e uma caminhada no mangue.

Notinha:

Só hoje fiquei sabendo da ameaça de greve nos aeroportos essa semana. Era só o que me faltava…

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4 ideias sobre “Ilha do Marajó: ida & Fazenda Bom Jesus

    1. N. Autor do post

      A fazenda vale a ida a Marajó. É muito legal. Eu comentei no passeio sobre as marrecas e fiz questão de fotografar porque as nossas no máximo fugiam do galinheiro para a piscina. 😛

      Resposta

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