Belém: Mangal das Garças, Feliz Lusitânia, Ver-o-Peso e Estação das Docas

Esse é o dia do passeio mais clássico de Belém.

Comecei o dia indo ao Mangal das Graças, um parque que fica na periferia do centro histórico da cidade. Ele foi construído para “representa um pedaço de toda a riqueza amazônica em plena cidade” (site oficial), mas não é bem isso que ocorre. Primeiro porque ele é pequeno e segundo porque ele está mais para um jardim do que um parque propriamente dito. Mas eu gostei dele porque já tinha visto fotos do local e sabia que não era uma síntese da floresta.

A entrada bem artificial.

Um dos recantos do Mangal.

Garça.

Vi esse pássaro horrível e não sabia o que era. Depois descobri que é o tuiuiu.


Quando o sol bate com força todo mundo se esconde, inclusive os patos e os grarás. Imagina eu, que esqueci de passar protetor solar.

Gostei de ir ao Mangal de manhã porque há algumas atividades legal. Às 10 horas, no Borboletário (que é pago), eles alimentação das piranhas que há em um lago artificial. É rápido e difícil de fotografar. Depois ocorre a soltura de novas borboletas. Eles explicaram que lá eles catam os ovos das borboletas e levam para outro lugar para manter as lagartas sob controle e esperar elas formarem o casulo. Quando se transformam em borboletas eles levam elas para o borboletário e soltam no jardim. Mas independente disso o lugar é lindo.



Dentro do borboletário.

Eles tiram as borboletas da caixa e colocam nas pessoas, depois elas voam livremente.



Se alimentando.


Tem também uma arraia lá dentro.

Depois eles alimentação dos bichos. Deixaram algumas frutas espalhadas pelo jardim e, às 11 horas, sai um cuidador para dar peixe as aves. É engraçado de ver.

A iguana comendo sua refeição.

As garças seguindo o cuidador…

… para em seguida brigarem pela comida…

… e ir para um canto saboreá-la “em paz” (sempre podem roubar seu pedaço).

Além da área livre e do borboletário eles tem um viveiro, mas me pareceu repetitivo com o que se tem fora, e um mirante, ambos pagos. Tem ainda um mirante para o rio e a Ilha Combu…

A palafita sobre o mangue, que vai para a beira do rio.

A vista.

… e um restaurante famoso, chamado Manja das Garças. Me preparei para pagar caro e comer lá porque me falaram que era um buffet chique com pratos típicos. Fui e digo, não é isso e não vale a pena. As opções de proteína pode até ter uma leve inspiração na culinária paraense, mas na verdade é um buffet fraco com dois tipos de carboidrato (arroz e purê), uma variedade normal de saladas igualmente normais e uma boa variação de proteína (carnes, peixes, frango e camarão). As sobremesas tem algumas opções, mas não é nenhuma maravilha e só pode pegar duas. Se não bastasse isso tudo, a comida ainda não é boa. Até o purê do Arnaldo (que cobra R$3,50 no quilo) é melhor que nesse restaurante metido. Foi uma decepção.

Uma curiosidade sobre o parque é que tem muitas pessoas que vão lá para tirar fotos. Na verdade já vi isso aqui em Belém mais de uma fez, pessoas com fotógrafos profissionais, mas no Mangal foi incrível como em pela quarta-feira eu vi um ensaio de casamento, um de gravidez e CINCO de aniversário de criança, principalmente de um ano. É meio estranho.

Depois fui para o chamado complexo Feliz Lusitânia, que é o nome original da cidade de Belém e foi nessa região — na Praça Frei Caetano Brandão — que a cidade surgiu a partir do Forte do Presépio. O forte é bem pequeno e tem uma exposição sobre as origens do Pará, começando com as culturas antes da chegada dos portugueses, depois a construção do forte, se abandono e sua utilização durante a Cabanagem. Da  muralha do forte tem uma vista para o rio e o Complexo Ver-o-Peso. Além do forte na praça ainda há a Casa das 11 Janelas — que é um pequeno espaço de arte contemporânea com um navio-museu nos fundo dela –, a Catedral Metropolitana da Sé e o Museu de Arte Sacra, que não visitei. A Ladeira do Castelo liga os dois complexos mais importantes da cidade Velha: o Feliz Lusitânia e o Ver-o-Peso.

A entrada do forte.


O fosso do forte e a lateral do Museu de Arte Sacra.

O jardim do forte com a Casa das 11 Janelas e o navio-museu.

A fachada da Casa das 11 Janelas.

A fachada da Catedral da Sé. É daqui que sai o Círio de Nazaré

O casario da Ladeira do Castelo, que liga a praça Caetano Brandão a feira do açaí.

O complexo Ver-o-Peso: a praça com os caminhos é onde ocorre a feira do açaí (durante a madrugada os barços chegam do interior com o carregamento de açaí e a praça serve de entreposto comercial), onde tem o prédio amarelo (na centro da foto) é a praça do relógio e o prédio azul na beira do rio é o mercado de peixes.

O mercado Ver-o-Peso.

Segui para o complexo Ver-o-Peso. O local da feira do açaí e a praça do relógio, onde ficam carros e barcos estacionados, é uma bagunça bem suja. Essa região é o Saara de Belém, mas é misturado com o mercado, que é uma grande feira. Não tem como ser diferente do que é. O mercado em si já estava parcialmente fechado porque já era tarde, mas deu para ver que é tipo um camelódromo da Uruguaiana, mas com produtos regionais, artesanato e uma parte igual a Uruguaiana. Detalhe tem uma parte com barracas de comida com higiene bem duvidosa.
Uma observação o nome do mercado é porque ele começou por causa de um posto de fiscalização e tributos colonial chamado Casa de Haver o Peso, onde se pesava os produtos transportados pelo rio para taxa-los.

Continuei reto e fui para a Estação da Docas. Antigamente quando terminava o mercado, que tem seu próprio porto, começava o porto de Belém. Há uns anos os três primeiros armazéns, que ficam ao lado do Ver-o-Peso, foram transformados em área de lazer com bares, restaurantes e lojas. Andar na beira o rio deve ser ótimo, mas não às 3 horas da tarde e sem protetor solar. Pelo que ouvi falar o lugar fica animado a noite. Uma das coisas boa da Estação da Docas é poder fotografar com segurança os prédios históricos ao redor dele.


Do lado de fora da Estação das Docas.

Do lado de dentro.


Prédios nos arredores do antigo porto.

Como ainda estava cedo, eu ainda fui no Ver-o-rio, que nada mais é que uma praça da região portuária que recebeu um projeto urbanístico incluindo quiosques para atrair pessoas para a região. O lugar virou point adolescente, pelo menos a tarde.



Ver-o-rio.

Depois dessa maratona eu voltei para casa exausta e mais vermelha que os guarás.

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